Tuesday, December 23, 2008

Uma revolução no mercado fonográfico

Estamos presenciando um fenômeno inusual no mercado fonográfico: a morte do modelo deste mercado.
As grandes periferias de nossas mega cidades não compram mais CDs nem DVDs. Porquê comprar se tem Youtube?
Os artistas de nossas gigantescas periferias não mendigam mais serem atendidos pelas gravadoras. Para que gravadoras se tem computadores com software que emula mesas de gravação?
Os artistas não ligam a mínima para direitos autorais de suas músicas, logo os advogados não tem como ganhar com eles, nem os sindicatos, nem sequer a Microsoft, pois o Linux faz tudo o que os programas da plataforma Microsoft fazem, e mais um pouco. Bill já se aposentou, não é mais problema dele.
Funk, rap, Hip-hop, pancadão, proibidão, regatón (essa é dos mexicanos que moram aqui perto). Não torça o nariz se não gosta.
São Paulo tem 15 milhões de habitantes? Tal vez 500 mil sejam da classe privilegiada, sobram 14,5 milhões de "populares".
Rio tem uns 12 milhões de habitantes, digamos 300 mil que sejam privilegiados, sobram 11,7 milhões de populares.
Sí ai estamos falando de um mercado de 26 milhões de "populares" que gostam de Funk, pancadão, sambão, forrozão?
E você acha que a música que corre solta e feliz neste povo musical pode ser fiscalizada?
Não torça o nariz e adapte-se aos novos tempos. Os sucessos da música não estão mais na RCA Victor, Ariola, Sony, CBS ou sei lá que selos ainda estão vivos. A revolução deles é aquela de 33 rpm, o modelo deles é ainda o modelo do disco de vinil (que girava a 33 rpm, revoluções por minuto).
A música agora está nas mãos do povo, e estou atento para ver o que vai acontecer.

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