Estamos presenciando um fenômeno inusual no mercado fonográfico: a morte do modelo deste mercado.
As grandes periferias de nossas mega cidades não compram mais CDs nem DVDs. Porquê comprar se tem Youtube?
Os artistas de nossas gigantescas periferias não mendigam mais serem atendidos pelas gravadoras. Para que gravadoras se tem computadores com software que emula mesas de gravação?
Os artistas não ligam a mínima para direitos autorais de suas músicas, logo os advogados não tem como ganhar com eles, nem os sindicatos, nem sequer a Microsoft, pois o Linux faz tudo o que os programas da plataforma Microsoft fazem, e mais um pouco. Bill já se aposentou, não é mais problema dele.
Funk, rap, Hip-hop, pancadão, proibidão, regatón (essa é dos mexicanos que moram aqui perto). Não torça o nariz se não gosta.
São Paulo tem 15 milhões de habitantes? Tal vez 500 mil sejam da classe privilegiada, sobram 14,5 milhões de "populares".
Rio tem uns 12 milhões de habitantes, digamos 300 mil que sejam privilegiados, sobram 11,7 milhões de populares.
Sí ai estamos falando de um mercado de 26 milhões de "populares" que gostam de Funk, pancadão, sambão, forrozão?
E você acha que a música que corre solta e feliz neste povo musical pode ser fiscalizada?
Não torça o nariz e adapte-se aos novos tempos. Os sucessos da música não estão mais na RCA Victor, Ariola, Sony, CBS ou sei lá que selos ainda estão vivos. A revolução deles é aquela de 33 rpm, o modelo deles é ainda o modelo do disco de vinil (que girava a 33 rpm, revoluções por minuto).
A música agora está nas mãos do povo, e estou atento para ver o que vai acontecer.
Tuesday, December 23, 2008
Saturday, December 20, 2008
Madonna e Rita, quando a comparação é inevitável!
Rita Lee nasceu em 1947. Fala fluentemente português, inglês, francês, espanhol e italiano.
Madonna nasceu em 1958, fez uma faculdade incompleta de dança, fala inglês norteamericano.
Ambas cantam e tocam violão.
Ambas quebraram tabús e chocaram platéias contestando a hipocresía da sociedade e a falsa moral.
Ambas nos assustaram com algum dos seus excessos.
Ambas exaltaram o poder feminino e contestaram o poder masculino.
Ambas incorporaram a sensualidade em suas criações.
Apenas uma delas envelheceu sem perder o brilho (YouTube prova isto, pesquise...).
Apenas uma delas poderia fazer um show unplugged, só com um violão, sem decepcionar seu público.
Apenas uma delas evita desesperadamente envelhecer: a mais jovem.
Apenas uma delas enquanto amadurece permanece jovem: a que nasceu primeiro.
Apenas uma delas quando canta me faz sentir jovem, a outra me faz sentir velho.
Eu pagaria ingresso para ver o show por apenas uma delas...
Faz um show no Middle West dos Estados Unidos, Rita!
Madonna nasceu em 1958, fez uma faculdade incompleta de dança, fala inglês norteamericano.
Ambas cantam e tocam violão.
Ambas quebraram tabús e chocaram platéias contestando a hipocresía da sociedade e a falsa moral.
Ambas nos assustaram com algum dos seus excessos.
Ambas exaltaram o poder feminino e contestaram o poder masculino.
Ambas incorporaram a sensualidade em suas criações.
Apenas uma delas envelheceu sem perder o brilho (YouTube prova isto, pesquise...).
Apenas uma delas poderia fazer um show unplugged, só com um violão, sem decepcionar seu público.
Apenas uma delas evita desesperadamente envelhecer: a mais jovem.
Apenas uma delas enquanto amadurece permanece jovem: a que nasceu primeiro.
Apenas uma delas quando canta me faz sentir jovem, a outra me faz sentir velho.
Eu pagaria ingresso para ver o show por apenas uma delas...
Faz um show no Middle West dos Estados Unidos, Rita!
Friday, December 19, 2008
Madonna do Morumbi - São Paulo - Dezembro/2008
Madonna fez esperar seus 67 mil fãs por quase 2 horas no Morumbi (São Paulo-Brasil). Motivos? Ninguem disse porque. 18 de Dezembro de 2008.
Joe Cocker nos fez o aguarda-lo por 2 horas no show de 1977 no estádio do Luna Park, em Buenos Aires. Ele estava bebendo, perdido pelas ruas de Buenos Aires. O acharam e o trouxeram para o palco. Cantou por quase 2 horas enquanto seguiu bebendo. Fez o show bêbado, e chegou a fazer tchin-tchin com um copo de whisky para o público. O público delirou com o show e perdoou a gafe, pois afinal havia conivência entre Joe Cocker e seus fãs. O vicio dele era conhecido de todos.
Madonna ficou fazendo esperar e não sabemos porque. Será que ela gosta de fazer sofrer? Será uma forma de sadismo?
Será que seu público gosta de sofrer? Será uma forma de masoquismo?
O público não merecia essa desfeita depois de pagar caro o ingresso conseguido a duras penas...aliás será que sofrer tudo isso faz parte do show da Madonna?
E ainda por cima, ela está dando sinais de “fim-da-linha”...
O show business tem razões que a razão desconhece.
Joe Cocker nos fez o aguarda-lo por 2 horas no show de 1977 no estádio do Luna Park, em Buenos Aires. Ele estava bebendo, perdido pelas ruas de Buenos Aires. O acharam e o trouxeram para o palco. Cantou por quase 2 horas enquanto seguiu bebendo. Fez o show bêbado, e chegou a fazer tchin-tchin com um copo de whisky para o público. O público delirou com o show e perdoou a gafe, pois afinal havia conivência entre Joe Cocker e seus fãs. O vicio dele era conhecido de todos.
Madonna ficou fazendo esperar e não sabemos porque. Será que ela gosta de fazer sofrer? Será uma forma de sadismo?
Será que seu público gosta de sofrer? Será uma forma de masoquismo?
O público não merecia essa desfeita depois de pagar caro o ingresso conseguido a duras penas...aliás será que sofrer tudo isso faz parte do show da Madonna?
E ainda por cima, ela está dando sinais de “fim-da-linha”...
O show business tem razões que a razão desconhece.
Saturday, December 13, 2008
Nasce uma Estrela (a cada clique)
A revista Rollin Stone acaba de publicar as 100 melhores musicas de 2008.
Analisando a lista, percebemos que junto a artistas consagrados, aparecem outros nem tão conhecidos pelo grande público. A revista Rollin Stone sabe do que está falando.
Vejamos os primeiros 10:
"Single Ladies" por BEYONCÉ
"LES Artistes" por SANTOGOLD
"Time to Pretend" por MGMT
"Furr" por BLITZEN TRAPPER
"Lollipop" por LIL WAYNE
"Gamma Ray" por BECK
"American Boy" por ESTELLE FEAT - KANYE WEST
"I'm Amazed" por MY MORNING JACKET
"Viva La Vida" por COLDPLAY
"No Matter What" por T.I., e mais 90.
Além da talentosa Beyoncé, você conhece os outros nomes?
Neste exato momento há milhares, milhões, pesquisando os nomes no Google, no YouTube, no FaceBook, no MySpace. Certamente estão rodando torrentes de Torrentz. Depois virão as nomeações do American Music Award, Grammy, Emmy. Aparecendo quase do nada as estrelas pop no sistema fonográfico norteamericano.
Basicamente existem 2 grandes vertentes de sucessos da música popular: nos Estados Unidos através das entidades que acabo de mencionar e na Europa, através do Festival Eurovisão da Canção, do qual surgem as estrelas da música popular européia.
Tudo isto de acordo com o mercado regulado pelas grandes corporações fonográficas...Verdade? Não!
Isto era assim quando a música estava confinada nas telas de cinemas, nos programas de televisão, na boa vontade dos programadores do rádio e nos discos de vinil quase imunes à pirataria.
Agora a música rola livre e solta pela Internet, passa pelos tocadores mp3, mp4, mp5, para celulares, memory sticks e sabe lá qual aparelho novo vai aparecer amanhã de manhã, ou hoje a noite no Japão!
Os artistas não precisam mais de estúdios de gravação com mesas de som, microfones e infra-estruturas caríssimas. Agora cabe tudo num laptop (notebook como falam no Brasil). A todopoderosa gravadora de ontem, hoje já não tem tanto poder.
Na era do software e da Internet, o mercado fonográfico mudou, e você pode ser a próxima estrela da música pop, assim como Mallu Magalhães (leia acerca da Mallu neste blog).
Voce já fez o upload de sua música no YouTube? Hoje um clique vale mais que muitos aplausos para impulsionar as novas estrelas da música pop.
Como disse meu amigo, o escritor Hernán Casciari, no seu artigo “A notícia não é o cachorro”. Vá para o link e leia a versão em Português que está ao final da página.
http://orsai.es/2008/04/la_noticia_no_es_el_perro.php
Até a próxima.
Analisando a lista, percebemos que junto a artistas consagrados, aparecem outros nem tão conhecidos pelo grande público. A revista Rollin Stone sabe do que está falando.
Vejamos os primeiros 10:
"Single Ladies" por BEYONCÉ
"LES Artistes" por SANTOGOLD
"Time to Pretend" por MGMT
"Furr" por BLITZEN TRAPPER
"Lollipop" por LIL WAYNE
"Gamma Ray" por BECK
"American Boy" por ESTELLE FEAT - KANYE WEST
"I'm Amazed" por MY MORNING JACKET
"Viva La Vida" por COLDPLAY
"No Matter What" por T.I., e mais 90.
Além da talentosa Beyoncé, você conhece os outros nomes?
Neste exato momento há milhares, milhões, pesquisando os nomes no Google, no YouTube, no FaceBook, no MySpace. Certamente estão rodando torrentes de Torrentz. Depois virão as nomeações do American Music Award, Grammy, Emmy. Aparecendo quase do nada as estrelas pop no sistema fonográfico norteamericano.
Basicamente existem 2 grandes vertentes de sucessos da música popular: nos Estados Unidos através das entidades que acabo de mencionar e na Europa, através do Festival Eurovisão da Canção, do qual surgem as estrelas da música popular européia.
Tudo isto de acordo com o mercado regulado pelas grandes corporações fonográficas...Verdade? Não!
Isto era assim quando a música estava confinada nas telas de cinemas, nos programas de televisão, na boa vontade dos programadores do rádio e nos discos de vinil quase imunes à pirataria.
Agora a música rola livre e solta pela Internet, passa pelos tocadores mp3, mp4, mp5, para celulares, memory sticks e sabe lá qual aparelho novo vai aparecer amanhã de manhã, ou hoje a noite no Japão!
Os artistas não precisam mais de estúdios de gravação com mesas de som, microfones e infra-estruturas caríssimas. Agora cabe tudo num laptop (notebook como falam no Brasil). A todopoderosa gravadora de ontem, hoje já não tem tanto poder.
Na era do software e da Internet, o mercado fonográfico mudou, e você pode ser a próxima estrela da música pop, assim como Mallu Magalhães (leia acerca da Mallu neste blog).
Voce já fez o upload de sua música no YouTube? Hoje um clique vale mais que muitos aplausos para impulsionar as novas estrelas da música pop.
Como disse meu amigo, o escritor Hernán Casciari, no seu artigo “A notícia não é o cachorro”. Vá para o link e leia a versão em Português que está ao final da página.
http://orsai.es/2008/04/la_noticia_no_es_el_perro.php
Até a próxima.
"Rock Band 2" - The Game
Fiz um "contato imediato do terceiro grau" com o "Rock Band 2". Achei um tremendo jogo!
Finalmente algo que não é pancadaria, nem misteriosos RPG's, nem corrida de carros.
Gostei do "Rock Band" simplesmente porque tem a ver com música, rock em especial. E também porque aproxima as pessoas da música.
Quem nunca sonhou com ser um astro do rock? Agora voce pode através do "Rock Band"!
Gostei também porque "Rock Band" ajuda a aproximar pessoas de diferentes gerações. Este jogo faz o milagre de reunir pessoas de todas as idades ao redor do rock.
Frequentemente a música provoca o choque entre gerações. O avô grita: "Menino, como você consegue ouvir esse som infernal!" para o neto que ouve a som da hora. Ou senão é o pai que pede para o filho abaixar o som porque ele quer ouvir o Jornal Nacional, afinal "este moleque não sabe o que é boa música!".
Por causa disto, assim que o pai liga o som para ouvir as músicas dos anos 70, ou assim que o avô liga o rádio para ouvir as músicas da sua mocidade, o "neto-filho" enfia bem fundo os fones do mp3 nas orelhas, e com o volume no máximo, foge do som da velhacaria.
O "Rock Band" poderá acabar com a briga das gerações!
É um jogo muito esperto, onde qualquer um pode ser estrela de rock ainda que seja careca, gordo, grisalho e não saiba tocar sequer um apito.
E para consolidar a união das gerações basta checar a lista de músicas com sucessos dos anos 2000, 90, 80, 70 e 60!
Ou seja, quem em 1960 tinha 20 anos e hoje tem 68 anos, poderá talvez achar sua música e fazer parte de uma banda virtual com pessoas de idade de 58, 48, 38, 28, 18, 12, 10...9...8...7...
A única questão que eu fico pensando como crítico de música é: onde estão os novos talentos do rock?
Se até o "Rock Band" teve que basculhar "no fundo do baú" para resgatar sucessos do rock dos anos 60,70,80 e 90. Pareceria que não há bom rock nos últimos 5 anos. Será que existe?
A lista de músicas do Rock Band pode ser vista em www.rockband2.com/song-list
Finalmente algo que não é pancadaria, nem misteriosos RPG's, nem corrida de carros.
Gostei do "Rock Band" simplesmente porque tem a ver com música, rock em especial. E também porque aproxima as pessoas da música.
Quem nunca sonhou com ser um astro do rock? Agora voce pode através do "Rock Band"!
Gostei também porque "Rock Band" ajuda a aproximar pessoas de diferentes gerações. Este jogo faz o milagre de reunir pessoas de todas as idades ao redor do rock.
Frequentemente a música provoca o choque entre gerações. O avô grita: "Menino, como você consegue ouvir esse som infernal!" para o neto que ouve a som da hora. Ou senão é o pai que pede para o filho abaixar o som porque ele quer ouvir o Jornal Nacional, afinal "este moleque não sabe o que é boa música!".
Por causa disto, assim que o pai liga o som para ouvir as músicas dos anos 70, ou assim que o avô liga o rádio para ouvir as músicas da sua mocidade, o "neto-filho" enfia bem fundo os fones do mp3 nas orelhas, e com o volume no máximo, foge do som da velhacaria.
O "Rock Band" poderá acabar com a briga das gerações!
É um jogo muito esperto, onde qualquer um pode ser estrela de rock ainda que seja careca, gordo, grisalho e não saiba tocar sequer um apito.
E para consolidar a união das gerações basta checar a lista de músicas com sucessos dos anos 2000, 90, 80, 70 e 60!
Ou seja, quem em 1960 tinha 20 anos e hoje tem 68 anos, poderá talvez achar sua música e fazer parte de uma banda virtual com pessoas de idade de 58, 48, 38, 28, 18, 12, 10...9...8...7...
A única questão que eu fico pensando como crítico de música é: onde estão os novos talentos do rock?
Se até o "Rock Band" teve que basculhar "no fundo do baú" para resgatar sucessos do rock dos anos 60,70,80 e 90. Pareceria que não há bom rock nos últimos 5 anos. Será que existe?
A lista de músicas do Rock Band pode ser vista em www.rockband2.com/song-list
Wednesday, December 10, 2008
Accolade, mas do que uma banda de rock...
Não é aprimeira vez que a música é usada a favor da liberdade. Veja aqui alguns casos:
- Nos Estados Unidos os negros escravos usaram hinos espirituais para comunicar planos de ação anti-escravista antes da guerra civil.
- Os aliados na Segunda Guerra Mundial usaram músicas para comunicar-se com os membros da resistência contra os nazistas.
- O jazz foi punido nos regimes comunistas europeus e asiáticos por representar ideais de liberdade democrática.
Independentemente da qualidade musical da banda Accolade, as integrantes chamam a atenção do mundo para a lamentável degradação e a opressão que as mulheres sofrem nos países sob regimes islâmicos. Em alguns desses países, as mulheres são compradas e vendidas como objetos, tem seus orgaos sexuais mutilados e podem até ser assassinadas por seu marido, tudo isto acobertado pelas leis islâmicas. A banda Accolade, integrada por mulheres, é muito mais que uma banda de rock: as integrantes são um grito de alerta a favor da liberdade e contra a intolerância.
- Nos Estados Unidos os negros escravos usaram hinos espirituais para comunicar planos de ação anti-escravista antes da guerra civil.
- Os aliados na Segunda Guerra Mundial usaram músicas para comunicar-se com os membros da resistência contra os nazistas.
- O jazz foi punido nos regimes comunistas europeus e asiáticos por representar ideais de liberdade democrática.
Independentemente da qualidade musical da banda Accolade, as integrantes chamam a atenção do mundo para a lamentável degradação e a opressão que as mulheres sofrem nos países sob regimes islâmicos. Em alguns desses países, as mulheres são compradas e vendidas como objetos, tem seus orgaos sexuais mutilados e podem até ser assassinadas por seu marido, tudo isto acobertado pelas leis islâmicas. A banda Accolade, integrada por mulheres, é muito mais que uma banda de rock: as integrantes são um grito de alerta a favor da liberdade e contra a intolerância.
Monday, December 8, 2008
A rebeldia do rock feminino saudita
Banda de garotas é sucesso underground - Robert F. Worth, NYT, Jeddah, Arábia Saudita.
Elas não podem tocar em público ou posar para as fotos da capa do álbum. Até as jam sessions são secretas, por medo de ofender as autoridades religiosas. Mas as integrantes da primeira banda de rock totalmente feminina da Arábia Saudita, a Accolade, não têm medo de tabus.
O primeiro disco single da banda, Pinocchio, tornou-se um sucesso no meio underground local e centenas de jovens sauditas fazem download da música pelo site do grupo. Agora, o quarteto formado por jovens universitárias quer começar a tocar em concertos - em lugares privados, “só para mulheres” - e gravar um álbum.
“Nesse país é um verdadeiro desafio”, disse a cantora do grupo, Lamia, que tem piercing na sobrancelha esquerda e em baixo do lábio inferior. (Como as outras integrantes, ela não revelou o sobrenome.) “A geração futura é diferente da anterior”, disse Dina, de 21 anos, guitarrista e fundadora da banda. Em setembro, ela e a irmã Dareen, de 19, que toca contrabaixo, juntaram-se a Lamia e Amjad, a tecladista. Elas já eram iconoclastas: Dina e Dareen, muito bonitas, também usam piercings nas sobrancelhas. Durante uma entrevista com a banda, todas usavam o tradicional traje preto das muçulmanas, mas as vestes estavam abertas, mostrando jeans e camisetas que usavam por baixo - e seus rostos e cabelos estavam descobertos. As mulheres têm maior possibilidade de sair descobertas em Jeddah, a cidade mais cosmopolita do reino, do que em qualquer outra parte, ainda que seja pouco comum.
Em um país onde mulheres estão proibidas de dirigir e raramente aparecem em público de rosto descoberto, a banda é realmente diferente. Ver roqueiras com guitarras, berrando letras iradas que falam de um relacionamento que não deu certo seria uma cena impensável na Arábia Saudita de pouco tempo atrás.
O rígido código de moral pública do país tem-se abrandado aos poucos, principalmente em Jeddah. A mudança pode ser notada desde os ataques terroristas do 11 de Setembro, quando os sauditas se defrontaram com as conseqüências do extremismo dentro e fora do reino. Mais de 60% da população saudita têm menos de 25 anos e muitos jovens começam a pressionar por mais liberdade.
fonte: jornal O Estado de São Paulo - Segunda-feira, 8 dezembro de 2008
Elas não podem tocar em público ou posar para as fotos da capa do álbum. Até as jam sessions são secretas, por medo de ofender as autoridades religiosas. Mas as integrantes da primeira banda de rock totalmente feminina da Arábia Saudita, a Accolade, não têm medo de tabus.
O primeiro disco single da banda, Pinocchio, tornou-se um sucesso no meio underground local e centenas de jovens sauditas fazem download da música pelo site do grupo. Agora, o quarteto formado por jovens universitárias quer começar a tocar em concertos - em lugares privados, “só para mulheres” - e gravar um álbum.
“Nesse país é um verdadeiro desafio”, disse a cantora do grupo, Lamia, que tem piercing na sobrancelha esquerda e em baixo do lábio inferior. (Como as outras integrantes, ela não revelou o sobrenome.) “A geração futura é diferente da anterior”, disse Dina, de 21 anos, guitarrista e fundadora da banda. Em setembro, ela e a irmã Dareen, de 19, que toca contrabaixo, juntaram-se a Lamia e Amjad, a tecladista. Elas já eram iconoclastas: Dina e Dareen, muito bonitas, também usam piercings nas sobrancelhas. Durante uma entrevista com a banda, todas usavam o tradicional traje preto das muçulmanas, mas as vestes estavam abertas, mostrando jeans e camisetas que usavam por baixo - e seus rostos e cabelos estavam descobertos. As mulheres têm maior possibilidade de sair descobertas em Jeddah, a cidade mais cosmopolita do reino, do que em qualquer outra parte, ainda que seja pouco comum.
Em um país onde mulheres estão proibidas de dirigir e raramente aparecem em público de rosto descoberto, a banda é realmente diferente. Ver roqueiras com guitarras, berrando letras iradas que falam de um relacionamento que não deu certo seria uma cena impensável na Arábia Saudita de pouco tempo atrás.
O rígido código de moral pública do país tem-se abrandado aos poucos, principalmente em Jeddah. A mudança pode ser notada desde os ataques terroristas do 11 de Setembro, quando os sauditas se defrontaram com as conseqüências do extremismo dentro e fora do reino. Mais de 60% da população saudita têm menos de 25 anos e muitos jovens começam a pressionar por mais liberdade.
fonte: jornal O Estado de São Paulo - Segunda-feira, 8 dezembro de 2008
Sunday, December 7, 2008
Estados Unidos, um país feito de rock
Eu me lembro do meu pai reclamando, nos anos 70, que o rádio só tocava música norte-americana. Ouvi essa reclamação nos anos 80, nos anos 90 e ainda sigo ouvindo gente hoje reclamando que o rádio só toca música norte-americana.
Faz 2 anos que mudei para os Estados Unidos, e comecei a tentar entender este povo.
Os norteamericanos do Middle-West, onde eu moro, gostam de rock e country music.
O rock causa o mesmo efeito que um sambão ou um forrô bem balançado. No geral quando o povo está reunido, são calmos e quase apáticos, mas se alguns acordes de rock soam no ar, o povo fica logo animado sem diferenças de idade. Aqui os rockeiros não tem idade. O rock aqui não é “coisa de jovens”, o rock aqui é coisa de todos.
Nas lanchonetes fast-food, é muito natural ver casais idosos, vestindo jeans, jaquetas e bonês, enquanto toca-se rock como música ambiente.
O rock nos ajuda a ser forever young (jovens para sempre).
Faz 2 anos que mudei para os Estados Unidos, e comecei a tentar entender este povo.
Os norteamericanos do Middle-West, onde eu moro, gostam de rock e country music.
O rock causa o mesmo efeito que um sambão ou um forrô bem balançado. No geral quando o povo está reunido, são calmos e quase apáticos, mas se alguns acordes de rock soam no ar, o povo fica logo animado sem diferenças de idade. Aqui os rockeiros não tem idade. O rock aqui não é “coisa de jovens”, o rock aqui é coisa de todos.
Nas lanchonetes fast-food, é muito natural ver casais idosos, vestindo jeans, jaquetas e bonês, enquanto toca-se rock como música ambiente.
O rock nos ajuda a ser forever young (jovens para sempre).
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